
Saudações aos leitores do portal MXStudio.
Esse post é um pouco diferente dos demais, por não falar diretamente sobre jogos e sim a respeito de uma situação que ocorreu comigo faz mais ou menos dez anos. Envolveu eu, meu irmão e meu tio. Trata-se de uma história real, de como um jogo conseguiu resgatar alguém de volta para o mundo dos videogames.
Todos conhecem The Legend of Zelda: Ocarina of Time. Até mesmo o mais empedernido dos Nintendo haters reconhece a qualidade e a relevância desse título. Falar sobre isso seria apenas mais um texto que cairia no lugar comum, como tantos que já existem na internet. Como vocês viram na introdução, a questão não é essa. Bom, a coisa toda começa lá pelos idos de 1999, quando voltei de uma viagem pelo Canadá com um pequeno tesouro na mala: o cartucho do Ocarina of Time. Quem não viveu aquela época não tem noção da expectativa (hype é o baralho) que esse jogo gerou na molecada, incluindo eu que só tinha jogado Zelda no NES. Cacetada, foi uma luta para conseguir o joguete, tinha até lojjista safado vendendo o cartucho com ágio. Mas no fim das contas, estava com Zelda na mão (opa!) e como o meu fuso horário ficou completamente zoado, aprovetei para jogar até meus dedos sangrarem durante as madrugadas insones.
Como eu voltei antes das aulas começarem, grudei no joguete no nível mais doente possível. 15 anos e sem ter o que fazer, imaginem como foi. Mas por outro lado, havia apenas um console e meu irmão também jogava nele, aí o também apresentei ao mundo de Ocarina of Time. O resultado é que mesmo ele sendo mais novo que eu também grudou no joguete no nível mais doente possível. Não me recordo quanto tempo depois, mas esse “fenômeno” acabou chamando a atenção do meu tio, que naquele tempo não dava a menor pelota para jogos de consoles de videogame. Ele era o típico jogador de PC, não daqueles obssessivos por placas de video ou que simplesmente desprezava os consoles por sua inferioridade técnica. Mas ele simplesmente olhava para os jogos que eu jogava na época e tinha a típica reação “meh”. Mas nem sempre foi assim. Ele foi um assíduo jogador na época do NES, em especial dos jogos da Nintendo.
Me lembro que quando era pequeno (tinha seis anos quando ganhei o NES), ele foi o único que terminou o Super Mario Bros. Eu chegava longe, mas sempre me ferrava nas fases finais. Porém, com o tempo ele foi se afastando dos consoles e passou toda a época dos 16-bits e parte da geração seguinte apenas nos PCs. Os jogos de consoles simplesmente não lhe tinham mais o apelo daqueles tempos de NES, além de que jogos como Syberia, Commandos, Decent entre outros lhe eram bem mais interessantes. Até que um belo dia (ou noite, não me lembro exatamente) ele me perguntou, ao ver eu e meu irmão jogando, o que é esse tal de Zelda. Se não me falha a memória ele foi um fim de semana em casa e começei a apresentar o jogo assim como também aquele controle do Nintendo 64 que sempre intimidava quem não estava aconstumado com consoles. Agora imaginem quem passou os últimos anos somente a base de teclado e mouse. Para inicio de conversa, era absolutamente bizarro para ele ter que direcionar o personagem com analógico, já que estava acostumado com o teclado para fazer isso.

Outro grande obstáculo arduamente superado foi a disposição dos botões no controle, algo também bizarro para ele. No comecinho ele simplesmente não conseguia jogar. Mas após um treinamento de reflexo e coordenação motora equivalente ao de um astronauta da NASA, as coisas começaram a fluir bem. Simplesmente porque havia uma motivação para isso, no caso o próprio jogo. Ocarina of Time o cativou desde o começo, a ponto de superar todas as dificuldades com os controles e a jogabilidade. Além da atmosfera excepcionalmente representada (para os padrões da época, lógico) e do contexto de aventura, era o gameplay que incentivava a seguir em frente. O grude foi tamanho que resolvemos fechar o jogo durante o fim de semana, tudo com 100%. Não sobrou nem um centímetro de Hyrule sem ter sido explorado ou objetivo a ser cumprido. Ocarina of Time o conseguiu encantar tanto que meu tio o terminou seguidas vezes, a ponto de simplesmente decorar o jogo.
E continuou assim durante muito tempo. Se considerar apenas a jogatina “consolística”, certamente Ocarina of Time foi o jogo que meu tio passou mais tempo jogando. Na geração seguinte, quando eu e meu irmão passamos a ter o GameCube como console padrão, ao invés de simplesmente aposentar o Nintendo 64, ele passou a ter lugar cativo na casa do meu tio, assim como Ocarina of Time quase sempre estava conectado ao console. O jogo também conseguiu outro feito que foi ressucitar o interesse pelos jogos de console, não apenas para a franquia Zelda (Majora’s Mask também foi terminado diversas vezes). 007 Goldeneye, Mario Kart 64, Mario Party, Resident Evil 2, Star Fox 64 e até Smash Bros ajudaram a manter acesa o interesse pelos títulos de consoles. Curiosamente os títulos de Playstation nunca tiveram apelo com ele, embora ele nunca tenha parado de jogar games de PC.
Com o GameCube esse processo continuou, e claro, especialmente com Wind Waker e Twlight Princess. Pior que ele já terminou esses dois e os jogou muito mais do que eu. Mas o incrível mesmo disso foi que tudo começou com um único jogo, que talvez se fosse outro nada disso teria ocorrido. Não nutro esse fanatismo todo que muitos nintendistas por aí tem em relação a Ocarina of Time, chegando até mesmo a heresia de considerar Majora’s Mask e Twlight Princess superiores, mas essa história me fez criar um profundo respeito pelo jogo. Me recordo de praticamente de todas as vezes que passamos horas fazendo speed runs para terminar o jogo ou até mesmo tentando caçar detalhes para achar defeitos (faço isso com filmes também), foram momentos muito prazerosos. De fato Ocarina of Time tem isso com muito gente, essa coisa de mesmo depois de ser fechado trocentas vezes, ainda ser tão divertido como da primeira vez.
E vocês? Conhecem algum outro jogo que tenha tido efeito semelhante em alguém próximo? Sentem o mesmo por Ocarina of Time? Se quiserem contar suas experiências pessoais também, sintam-se livres.
André V.C Franco – MXStudio.
sim, sinto isso toda vez que o jogo…
e mesmo depois de muito tempo longe dele , sinto vontade de jogá-lo ,,,,,e fareio de novo como se fosse a primeira vez
bom muito BOMMMMMMMMMMMM,o jogo pra mim um dos melhores jogo do mundo,ate o fim do mundo,apesar de eu ter parado no templo do fogo,e n ter ido no resto jogo,é BOMMM,do 1000000000000000000000000,de nota pra esse jogo
O melhor jogo de todos os tempos, eu não sou apenas um fã que fala que o jogo é bom da boca pra fora só porque gosto, os números confirmam o que eu falo, sem dúvida é o melhor jogo da história na minha opinão e na opinião global é o 2º
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