Coluna Usabilidade – Vamos dar nomes aos bois?E ai pessoal, tudo bem? Como foram de final de ano? Estou há um tempo sem escrever, mas estarei retomando os artigos agora em fevereiro. Antes de dar sequência aos de cores, vou apenas clarear e refletir um pouco sobre os termos usado para os profissionais da nossa área. Vejo muitas pessoas confundindo os termos de nossa profissão, seja em conversas no msn, fóruns e principalmente na hora de oferecer uma oportunidade de emprego em jornais, revistas eletrônicas, sites de currículo e etc. Antes do estouro da bolha, era comum um profissional de internet ser chamado de webmaster, pois era ele que fazia de tudo. Programa o site, montava o layout, entrava em contato com o cliente, dava suporte, enfim, o famoso “faz-tudo”. Depois que a profissão foi se popularizando e crescendo, foram surgindo novos termos como webdesigner, webdeveloper, webwriter entre outros, mas mesmo assim as pessoas ainda confundem, ou por não saber exatamente o que cada um tem como tarefa ou por apenas só conhecer um ou outro termo. É muito comum encontrar ofertas de emprego do tipo:“Precisa-se de webdesigner que saiba: html, css, dreamweaver, photoshop, fireworks, flash, asp, php, sql server, javascript”. Se você quer um webdesigner ou designer de internet ou designer de interfaces, essa pessoa deverá saber bem programas de editoração de imagens, programas vetoriais, html, css, padrões (hoje já está sendo fundamental) e ter noção de como funciona o resto. Não é necessário que o designer saiba programar, saiba criar um banco de dados, pois, é para isso que existem os webdevelopers ou desenvolvedores web ou programadores web. Na última edição da revista Webdesgin a entrevista com Felipe Memória, ele diz: “Quando falamos sobre grandes projetos, frutos de uma internet mais madura, começamos a trabalhar com o conceito de equipes multidisciplinares, pessoas mais especialistas e menos generalistas.” E completa no final dizendo que “há tempos não vemos o contato do webmaster na amazon.com ou yahoo! ou google…” É necessário que os próprios profissionais difundam esses conceitos, para que a profissão só cresca e cada vez mais seja respeitada. Questão de valores fica pra um próximo artigo. Autor: Daniel de Paola – Colunista de Usabilidade e Teoria do design
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