Usabilidade e Teoria de Design: Diferenças de conexão

“http://www.w3.org/TR/html4/loose.dtd”>

E ai galera, beleza? Espero que tenham curtido o meu primeiro artigo. Continuando os artigos sobre usabilidade, vou falar hoje de um tema que eu mesmo já havia esquecido, mas que num evento de desenvolvedores aqui no Rio foi lembrado em uma das palestras. BANDA LARGA X CONEXÃO DISCADA!!

É verdade que o crescimento da banda larga no Brasil está cada vez maior e que com o aumento da concorrência entres as prestadoras desse serviço, o preço está ficando acessível para muita gente. Mas mesmo assim ainda é grande o número de usuários da conexão discada, aquela em que o cabo o telefone é conecta ao modem 56k do micro e faz aquele efeito sonoro lindo ao se conectar.

Pois é, esse também é um caso de usabilidade, pois, é necessário pesquisar o público alvo do seu projeto, para saber que tecnologia usar no desenvolvimento do mesmo. Vejo muitas vezes sites de grandes empresas, totalmente em html “puro”, pois o objetivo é atender a toda a população. Mas também vejo sites totalmente em flash, com efeitos absurdos, com um tamanho de mais de 200Kb. Ou seja, o objetivo é atingir um público mais “seleto” da sociedade, empresas de grande porte.

As conexões discadas, se me lembro bem, fazem uma transferência de dados em torno de 12 a 18kbps. Imaginem o tempo que um usuário com um micro, algo do tipo PIII com 64Mb de RAM e win98, usando sua conexão via modem 56k, acessar um site do porte do www.2advanced.com ?

Em pesquisas feitas com diferentes tipos de usuários, o tempo máximo esperado para o carregamento de um site, é no máximo dez segundos! Isso mesmo, 10s.

Por isso a pesquisa antes do desenvolvimento é importante. Não adianta partir para uma solução em flash, com imagens bem trabalhadas no photoshop, efeitos em 3d, se o público final do site é de pessoas acima de 50 anos ou pessoas que ainda não usufruem de banda larga. Isso causará um efeito negativo para o cliente ou para você no caso de um site pessoal. Ao mesmo tempo, um site puramente html não agrada o publico de grandes empresas, sites voltados para a juventude ou para aqueles que estão começando a navegar na WWW, pois estes, em sua maioria, estão tendo acesso já com a banda larga e gostam cada vez mais de sites com sons, efeitos visuais de cinema, imagens circulando em todo canto do monitor e outras coisas que existem por ai.

Pesquisando e sabendo qual o público alvo, tipo de conexão desse público e fazendo a escolha tecnológica certa para o desenvolvimento, o feedback positivo para o projeto será grande.

Pensar sempre no usuário final do site é sempre o melhor ponto de partida para a escolha certa de como será o website. Nem sempre flash é a melhor solução como nem sempre apenas html não atinge a pessoa como deveria.

Abraços a todos.

Daniel de Paola

danieldpaola@mxstudio.com.br

Escrito por danieldepaola on julho 9, 2005. Arquivado em Usabilidade. Você pode seguir as respostas a esse artigo pelo RSS 2.0. Você pode deixar respostas para esse artigo

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