Testes de Usabilidade


Testes de Usabilidade

Não importa quão bom seja seu planejamento, sempre há alguma coisa que está difícil demais para algum usuário. Ás vezes são muitas coisas, para muitos usuários. Quem desenvolve o site dificilmente achará erros por alguns motivos:

  • O desenvolvedor conhece até a estrutura do site. Dificilmente ele deixará passar alguma informação ou terá dificuldade para encontrar algo
  • Nós dificilmente admitimos nossos erros, principalmente quando ninguém te mostra que está errado.
  • Mesmo que o desenvolvedor tenha algum problema, ele rapidamente saberá contorná-lo, mesmo que as informações fornecidas pelo sistema não sejam suficientes.
  • Geralmente o desenvolvedor não faz parte do público-alvo do que ele está desenvolvendo.

Até fazer o seu primeiro teste com usuários você dificilmente entenderá a real importância deles. É como entrar em um mundo novo, até então inexplorado. Algo que impede muitos desenvolvedores de testar é a ilusão de que testes de usabilidade só serão efetivos se forem feitos em condições perfeitas. De fato, o resultado em laboratórios é mais preciso e “científico”, mas o teste daqueles que você faz na faculdade, com o amigo que estava à toa, tem melhor relação custo/benefício por um simples fato: Não há custo.

Testes Tradicionais

Costumam ser bem caros, de U$ 5000,00 à U$ 15000,00. O número de usuários que se utiliza costuma ser maior, cerca de 8, para compensar o alto custo (usa-se a parafernália toda pra testar com 5 usuários? :P ), e eles são selecionados cuidadosamente, há um planejamento com algum tempo de antecedência para a reserva do laboratório de usabilidade e o recrutamento. Costumam ser feitos por profissionais experientes, com um protocolo de testes, e no fim há um relatório que é passado à equipe de desenvolvimento para a discussão do que será e o que não será mudado.

Testes simplificados

Na verdade eles podem ter um custo sim, o de pagar algum usuário para navegar (cerca de R$50,00 por usuário), mas aqui estamos considerando que o usuário é algum amigo ou parente que você pegou como cobaia. Você precisa de uma sala, e no máximo uma câmera, ou algo que grave o usuário navegando. É bom que se tenha a expressão do rosto do usuário ao falar, mas muitas vezes apenas o tom de voz é muito descritivo. No fim há uma conversa com a equipe e são falados os pontos notados.

Outras Considerações

A menos que você tenha um orçamento gigante, os testes simplificados são a melhor opção. Há a possibilidade de mais testes (no teste em laboratório geralmente se tem apenas um teste, quase ao fim do projeto), em partes distintas do projeto. Eles são mais rápidos, geralmente projetos têm problemas sérios com isso, testes de usabilidade só aumentam a carga de coisas acumuladas a se fazer. Nesse caso não são necessários especialistas.

É bom testar com freqüência. Principalmente ao fim de cada etapa significativa do projeto (Wireframe, Layout, Marcação/Formatação, Programação). Por isso testes menores se tornam mais viáveis, eles podem ser feitos com muito mais freqüência.

O método de “andar e pensar”, onde o usuário vai narrando o que pensa ao fazer cada ação, funciona muito bem, apesar da necessidade de se estar perguntando sempre “E aí? o que você está pensando? Porque clicou nesse link?”. Algumas tarefas simples que são dadas aos usuários revelam os erros do site. Mas é importante que haja o mínimo de interferência externa. Deixe o usuário se virar sozinho, até ele se encher e falar que desiste. Aí você deixa o usuário pensar mais, afinal você está testando para ver como ele se sai.

Interpretar os resultados costuma ser simples. As soluções nem sempre, pois em algumas vezes temos um erro estrutural (que se descoberto no fim do projeto pode se tornar quase impossível de resolver). Definir a prioridade do erro e como resolvê-lo é papel dos desenvolvedores.

That’s All :)

Rochester Oliveira – Coluna de Usabilidade
Para qualquer dúvida ou sugestão:
Mande um e-mail para Rochester Oliveira – rochester@mxstudio.com.br

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Escrito por Rochester on maio 6, 2007. Arquivado em Usabilidade. Você pode seguir as respostas a esse artigo pelo RSS 2.0. Você pode deixar respostas para esse artigo

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