Meus pograma são iscritu muito bem. Cuando o usuario preciona um butão o pograma fais o que eu pedi e num dá herro. Eu num tó disenu qui eu só bom naum, mais os pograma são. Us saites que eu façu tamem são. Saum um orgulho pra min.
Se você conseguiu chegar até aqui, após toda a epopéia irritante de assassinatos gramaticais, já entendeu claramente o que quero dizer.
A falta de preocupação com os erros de português tem se tornado constante em sites, programas, até mesmo em jornais e revistas, veículos de comunicação onde maior parte das informações é transmitida por via escrita. Tal coisa é comparável a uma orquestra de instrumentos desafinados.
O grande problema é que os programadores, web designers e qualquer outro tipo de profissional que precisa de construir alguma interface, não tem buscado a qualidade nos textos que escrevem. Os vícios gerados pelo MSN, e-mails informais e inúmeros programas de comunicação, tem se sido incorporados às interfaces, assim textos se tornam mais e mais irritantes e ilegíveis.
Enquanto nos países de primeiro mundo as pessoas se preocupam em preservar a própria cultura, o próprio idioma, no Brasil só se tem visto o contrário, pois a falta de preocupação com o legado de Aurélio Buarque ou do Professor Houaiss tem se tornado apenas um volume pesado e volumoso de papel, que fica estacionado nas estantes das bibliotecas particulares, públicas, pessoais e em qualquer outro lugar nos quais esses livros, também conhecidos como dicionários se encontram.
Hoje Gramática se tornou uma palavra que as pessoas confundem com o nome de algum remédio muito ruim, daqueles de tarja preta, que só se receita em último caso e com recomendação médica. Infelizmente a gramática é um remédio muito bom, mas ninguém usa por preguiça, medo dos efeitos colaterais e por na maioria das vezes, pasmem, não saber a posologia. Isso. As pessoas não sabem usar uma gramática. Logo os textos perdem sentido por falta de pontuação, posicionamento de vírgulas, erros de acentuação, concordância e tudo mais.
Os professores de português, cidadãos que normalmente possuem grande conhecimento e boa vontade para ensinar, ajudar ficam esquecidos, assim como os livros, nosso idioma, nossa cultura…
Futuramente, quando nossos filhos forem crescidos teremos uma nação de analfabetos, ou então um novo português.
Vcs veraum…
Autor: Felipe Cesar Stanzani Fonseca – Colunista de Usabilidade do MXStudio
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