O discurso da “maximização” da satisfação do cliente é uma falácia. Esse não é objetivo de nenhuma empresa – Revista Exame, após pesquisa sobre atendimento a consumidores – da minha coleção de frases;

Anote: o melhor modelo para ver e conhecer como vai funcionar o capitalismo 2.0 é o site do Mercado Livre.
Sim, este mesmo daquela propaganda do cara que vai vender algo para uma menina pela Internet e “fica” com ela.
O site que copiou o modelo do Ebay e que já deu filhotes como a Estante Virtual - o melhor site criado no Brasil em 2009, disparado.
Neste modelos, que fortalece pequenas empresas, autônomos, todo tipo de inovação, se vê algo fundamental:
desconhecido pode agora compra e vende de e para desconhecidos!
Que, a meu ver, será a nova lógica do modelo capitalista 2.0, que vai levar de roldão todo o ambiente.
A ideia de um desconhecido não só comprar e vender de outro, mas trocar informações sobre produtos, serviços, governos, candidatos, muda bastante a lógica do jogo.
O livro impresso, quando surgiu, que sacudiu a humanidade, no fundo, estava baseado nisso.
Saímos das aldeias, do papo oral e o mundo se abriu, através da chegada da voz de estranhos!
Desconhecido lendo desconhecido, que no mundo oral, era possível, mas complicado em larga escala.

Isso já se reflete, hoje, não daqui a 30 anos, na perda da força das marcas, que detalhei aqui, conforme li na revista da HSM, principal publicação capitalista brasileira.
Ma agora é preciso ver, então, o que vai entrar no lugar da força das marcas, para uma transição.
Ou seja, não adianta dizer que a sua TV é boa ou que você é muito mais do que um banco.
O pessoal vai olhar o “karma digital“ da TV, do atendimento do seu banco na rede e ver se as pessoas que já compraram concordam com você.
Ou seja, no Mercado Livre, EBay ou Estante Virtual, vale o que realmente se faz e não o que se finge que faz.
Faz uma compra lá e veja se não será melhor atendido que em grandes logas de marca…
E é essa a nova lógica que esse novo ambiente de consumo vai impor, como já está fazendo, nas empresas de forma lenta.
Por que isso perguntam alguns desconfiados:
O mundo está sendo abduzido por hackers secretos?

Vou apresentar argumentos para mostrar que é uma mudança do ambiente, que leva às pessoas a outras atitudes, naturalmente:
1) há uma mudança de tecnologia cognitiva e – como já detalhei aqui – mudanças desse tipo criam novas formas das pessoas se comunicarem e todo o resto: se relacionar, comprar, pensar, vender, etc;
Não há essa mudança?
Ok, ponto 2:
2) essa nova tecnologia cognitiva traz três coisas fundamentais:
a) permite que as pessoas armazenem em um ambiente público (Internet) coisas que qualquer um pode ler, bastando estar Googlável;
b) as pessoas desconhecidas trocam impressões, via computador, o que só era possível pessoalmente e por regiões, ou através, de mídias dominadas de interesses contra (ou pelo menos não tão a favor) do consumidor/cidadão;
c) e, além disso, o registro que é feito, muitas vezes, como é o caso da Amazon e de alguns sites no Brasil – com a exceção do Submarino e outros – fica acoplado ao próprio produto. Ou seja, você vai comprar e no mesmo lugar tem uma porção de gente dizendo o que sabe, viu, experimentou sobre aquilo.
Estes três fatores, inéditos no planeta, mudam a forma de consumir.
E quebra a maneira tradicional de vender e se promover (marketing, via mídia de massa.)
Obriga as empresas a sair da reputação pela mídia, do enrolation.

E entrar na do verdaderation.
Tem espaço para manipular?
Hummmm, até tem, ainda, bastante.
A mídia tradicional ainda é muito forte, mais do que a Internet, mas a tendência é ir se equilibrando, mais e mais, e a Internet chegar na Tv.
Se formos, por exemplo, criar um termômetro do enrolationmetrômetro.

O mercúrio tá indo cada vez mais para baixo, quanto mais o consumidor/cidadão aprende, se conecta, troca, armazena e todos Googueiam.
Por tendência, teremos cada vez menos enrolation e mais verdaderation, que é uma das marcas do novo capitalismo 2.0 que está pintando no horizonte, como discutimos aqui.
Não por vontade própria, mas por imposição do novo ambiente,que precisa dar conta de 7 bilhões de bocas.
Concordas?
Diário de blog:
Passo a usar o conceito de tecnologia cognitiva, substituindo tecnologias de comunicação e informação, pois é mais curto e mais integrador. A ideia de que o novo capitalismo se transforma num grande “mercado livre” é nova também. E se reforça mais o termo “enrolation” pejorativo para brincar com o modelo de mídia passado. O Transformation é novo também.
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