Irei dedicar os próximos posts para discutir alguns aspectos do “quadrado mágico do empreendedorismo”. Bom, obviamente você nunca ouviu falar sobre este termo, pois acabo de inventá-lo. O “quadrado mágico do empreendedorismo” é a relação de quatro conceitos que considero fundamentais para quem quiser, algum dia, empreender. São eles: ideia, projeto, pessoas e dinheiro.
Este artigo não tem nenhum embasamento científico, portanto sinta-se totalmente a vontade para discordar do que irei discorrer aqui. Ele foi escrito com base na minha experiência atual em tentar empreender e no que estou levando em consideração para esta nova aventura. Notem: é basicamente um amontoado de ideias minhas sobre o assunto. Apesar disso, acredito que a leitura leve a reflexão.
Antes é necessário discorrer um pouco sobre aquilo que as pessoas chamam de “sangue empreendedor”. É comum você ler por ai gente falando que tal pessoa é uma verdadeira empreendedora, ou que o Fulano tem sangue de empreendedor. Isso remete a imaginar que empreendedorismo é um dom.
Não vejo isso como verdade. Ao meu ver, um empreendedor precisa ter duas características principais: gosto pelo risco e atitude. São duas características que eu não vejo como intrínsicas. Uma pessoa pode muito bem desenvolvê-las.
Mas na maioria dos casos, empreender é arriscar, colocar a cara para bater. É entrar de cabeça no desconhecido. E quando eu digo de cabeça, isso envolve perder seus dias enfrentando dificuldades que como empregado você nunca enfrentaria, ter que aprender matemática financeira, administração e marketing, mesmo sem nunca ter estudado sobre o assunto. E ainda fazer tudo isso com o seu próprio dinheiro em risco.
Mas de nada adianta tudo isso sem atitude. Ora, é a principal característica de um empreendedor. Como eu mencionei no post “Acenda o meu fogo, por favor”, a atitude é o combustível que é preciso ter para o dia-a-dia. Enfrentar todas as dificuldades e estar pronto para o próximo dia. Não adianta apenas conhecimento e habilidade, é preciso saber ser e agir.
Ainda assim, eu e você poderemos citar vários empreendedores que tiveram sucesso sem ter essas características. Isso reforça a afirmativa: empreender não é um dom. Todos nós podemos.
E o “quadrado mágico do empreendedorismo”? Como eu disse, esse termo criado por mim (no momento em que escrevo este post) é composto por ideia, projeto, pessoas e dinheiro. Vamos a eles.
A IDEIA
A ideia, podemos dizer, é o coração do empreendedorismo. Tudo começa por ela. É no momento em que a lâmpada acende, que nós damos o primeiro passo rumo ao empreendedorismo. Logo, essa inicia como sendo o ativo mais importante do empreendedor.
Você, se enxergando como empreendedor ou não, já deve ter tido algumas ideias que em algum momento pensou em colocar em prática. E, me atreveria a dizer, que pelo menos uma delas você via como uma GRANDE ideia. Tão grande, tão importante, que você a tratava com um carinho especial. Correto?
Esse sentimento que leva a um dos erros mais comuns: o de guardar a ideia a sete chaves. As vezes temos uma ideia que parece ser revolucionária. E isso nos faz tratá-la com um cuidado excessivo, evitando sequer pensar nela próximo de alguma pessoa, temendo que alguém possa ler a sua mente. O motivo parece óbvio: eles podem “roubar” a nossa ideia.
Essa atitude (que inclusive foi vivida por mim) é totalmente anti-empreendedora! O medo de que alguém roube uma ideia de fato pode existir. Ouso dizer que 90% das pessoas com as quais você conversar sobre a sua ideia, não a verão com os mesmos olhos que você. Aqueles que se empolgarem, o darão força para seguir adiante. E aqueles que se empolgarem e pensarem em roubar a sua ideia, tenha a certeza que após a primeira noite de sono já a terão esquecido.
Agora pense: cada pessoa que você deixa de explicar a sua ideia, é um feedback a menos que você tem. Como mostrado em um post anterior, os insights mais importantes surgem de pessoas de diferentes áreas e experiências. Explicar a sua ideia de uma forma simples aos outros, ainda o faz enxergá-la de outra perspectiva e, mais ainda, o faz receber feedbacks que talvez o façam repensar muitas coisas.
Mas tenha em mente que uma ideia é apenas uma ideia. Se você não implementá-la, ela será apenas um ativo abstrato sem valor.
Eu tive já várias ideias. Sempre quis empreender, então sempre busquei ideias com as quais poderia iniciar minha aventura. 99% delas nasceram e morreram com velocidade assustadora. Muitas por eu usar o método de escondê-la a sete chaves: quem sabe algumas não fossem interessantes? Outras morreram no momento em que coloquei no papel e organizei, quando percebi serem inviáveis. E algumas eu mantenho como possíveis de implementar.
Não tenho mais receio de expôr as ideias a pessoas próximas. Obtive ótimos feedbacks e combustível para seguir adiante. Mas algumas eu ainda preciso organizar melhor. E é ai que entra o próximo conceito do “quadrado mágico”: o projeto.
Bom dia, ótimo post, me caiu com uma luva….
estou com uma idéia… pretendo fazer o projeto…
mas asdúvidas são várias e enormes, o texto me deu mais um combustivel para seguir em frente
a espera da continuação…
Erick Lessa
Consultor e Técnico em TI