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Você é Criativo?

#1 User is offline   Tygra 

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Posted 25 March 2004 - 07:27 PM

Chegou a revolução criativa


Acredite: criatividade todo mundo tem, desde que nasceu. Esta é a boa notícia. A parte chata é que para reencontrá-la é preciso ralar, ralar e ralar


"Criatividade é 99% esforço e 1% insperação" - Thomas Edison



Por acaso você fica meio assustado quando lê reportagens do tipo "no mundo de hoje, se não fizer deste jeito, assim... você está FORA"? Então prepare-se para mais uma. A questão, aqui, é das boas. Ei-la:


Você é criativo? (Pois é. Lá vem chumbo...) Não? Então, lamentavelmente, você está fora.Quero dizer, FORA.


Esta é, seguramente, uma notícia que assusta. Mas daqui em diante as coisas vão melhorar sensivelmente. Lá vai, desde logo, a boa notícia: você não precisa ser um gênio para ser criativo. Não precisa detonar em testes de QI. Não precisa ter uma grande idéia por dia. Não precisa ser geneticamente correto. Não precisa, em suma, ser nada daquilo que, na sua imaginação, uma pessoa criativa é. A criatividade está dentro de cada um de nós — e pode, sim, ser despertada, construída, treinada, melhorada. Depende, basicamente, de quanto esforço pessoal você está disposto a aplicar para desenvolvê-la.


A criatividade atinge potência máxima aos 40 anos. E daí não perde mais o pique, vai até o fim da vida. Ou seja, dá para ir bem longe com ela e você tem todo o tempo do mundo para trabalhar na sua, inclusive para tirar algum atraso. Mas isso não quer dizer que ela vai aparecer de uma hora para outra. É preciso ralar para chegar lá — e ralar muito. Se não, já sabe onde você está... Pois é. FORA!


16 HORAS Este é o mínimo que você tem de investir para dar um upgrade na sua capacidade criativa


A conta é da Ph.D. Solange Wechsler, professora da pós-graduação de psicologia da PUC de Campinas e autora do livro Criatividade: Redescobrindo e Encorajando (Editora Psy). Veja bem: existem técnicas que garantem a capacidade criativa, embora manter esse potencial e utilizá-lo corretamente seja responsabilidade individual de cada um.


Acredite no que você pensa


Ao longo da preparação desta reportagem, foi preciso esquadrinhar livros, revistas, sites e newsletters, ouvir especialistas, assistir a documentários e ouvir várias músicas. Mas, indo direto ao ponto: todas as melhores cabeças que pensam sistematicamente no assunto, todos os estudos e pesquisas, e toda a História da civilização, enfim, mostram que é isso, com diferentes palavras e interpretações, o que deve ser feito: acredite profundamente naquilo que você pensa, mesmo que pareça tolice ou que lhe digam que é tolice.


E aí entra a lógica. Se você realmente conseguir acreditar em idéias que lhe ocorram livremente, vai acabar dando a elas o valor que merecem. Se diante de um problema ou desafio (ou mesmo longe deles ou, quem sabe, se antecipando a eles) você tomar nota de todas as soluções que lhe passarem pela cabeça — sem autocensura, sem julgamento, sem medo de passar ridículo ou descarrilar em autocomiseração —, a centelha provocará a explosão. Aventure-se, permita-se, e uma aparente bobagem pode levá-lo à grande sacada.


Mas... voltando a fita: é preciso pôr esforço nisso.


Acreditar nas próprias idéias dá trabalho. Durante toda a vida aprendemos, em casa e na escola, que algumas coisas são permitidas, outras não. Que isto é certo e aquilo é errado. Que o céu tem de ser azul, que as árvores são sempre verdes, que tigre que é tigre precisa ser amarelo com listas pretas e que dois mais dois são sempre quatro. Somos colocados no trilho. E quando escapamos somos chamados de bobos, ridículos ou malucos.


Essa cultura das idéias que podem-e-caem-bem e das que não-podem-e-pegam-mal é consagrada também nos lugares onde trabalhamos. As pessoas criativas não são mais vistas como loucas ou perigosas, como ocorria no passado. Mas a resistência, com outra roupagem, ainda persiste. No lugar da condenação explícita, usa-se aquele sorrisinho de lado, caprichosamente reservado para todos os que buscam idéias novas ou maneiras diferentes de abordar uma questão, reinventando o que já existe ou associando as coisas de maneira livre.


Então, voltando àquele ponto do "ou você faz isto ou está... AQUILO", pergunta-se:


VOCÊ ESTÁ EM DIA COM SUA CAPACIDADE CRIATIVA?


Enfim, há quanto tempo você não tem uma grande idéia? Foi hoje? Não? Há quanto tempo, mais ou menos?


Pelo sim, pelo não, ponha fé nas idéias livres destas oito páginas. Elas não contêm o santo graal da genialidade. Mas podem ajudar você a descobrir ou incrementar seu potencial criativo até o máximo.


"A premissa número 1 no trabalho é que ele não precisa ser chato ou monótono. Deve ser divertido. Se não for divertido, você estará desperdiçando sua vida" - Tom Peters


Você possivelmente conhece alguém criativo. Uma dessas pessoas que vivem inventando coisas novas, dando sugestões incomuns ou apostando em possibilidades inesperadas. Gente que num primeiro instante é chamada de audaciosa demais ou irresponsável mas que, à medida que suas propostas dão certo e geram resultados, depois ganha status de genial. Gente que vive tendo idéias espetacularmente óbvias — tão óbvias que qualquer um de nós seria capaz de tê-las. Mas não tivemos.


Então veja o que diz Ernie Zelinski no livro The Joy of Thinking Big (editora Ten Speed Press, ainda não publicado no Brasil): "Em vez de acreditar que você precisa ter talentos criativos antes de ter idéias criativas, você pode inverter o processo. Primeiro, escolha SER criativo, depois FAÇA as coisas que as pessoas criativas fazem. Logo você descobrirá que também tem o que os criativos têm."


Traduzindo: ninguém precisa contratar um personal trainer de idéias para chegar lá. Algumas coisas simples, como trocar constantemente o caminho entre a casa e o trabalho, representar um texto com uma única figura ou pensar em nomes novos para produtos ou serviços de sua empresa, já ajudam um bocado nessa musculação cerebral.


O consultor Antônio Carlos Teixeira da Silva, que dirige uma empresa de marketing e criatividade, a Pense Diferente, concorda: "É preciso fazer perguntas a si mesmo, o tempo todo. Por exemplo, de que maneira se pode fazer isto melhor? Ou mais barato? Ou mais rápido? Ou mais simples? Ou agregando valor? Posso mudar as cores?" As perguntas podem se multiplicar e se multiplicar, sem limites. Parece simples. É simples — e, melhor ainda, é algo que praticamente qualquer pessoa, não importa seu nível hierárquico, talento ou formação, pode fazer.


Também é possível, e quase sempre muito mais fácil, ter idéias em grupo. A técnica, consagrada como brainstorming (algo como "tempestade cerebral") e hoje com menos prestígio do que já teve, foi desenvolvida no início dos anos 50. Funciona assim: um grupo se reúne com o objetivo de resolver um desafio sob condições especiais: fluência total de idéias, bom humor, nada de críticas ou julgamentos sarcásticos sobre a sugestão do vizinho. Daí as idéias são anotadas para depois, aí sim, ser comparadas, escolhidas e aproveitadas.


(Você deve estar se perguntando se essas "condições especiais" não poderiam virar condições normais, tornando o dia-a-dia mais produtivo e prazeroso. Então continue a leitura e avalie o que algumas empresas estão fazendo.)


São 10 horas da manhã na Gessy Lever, em São Paulo. Victor Mirshawka Jr., 29 anos, especialista em criatividade, propõe a um grupo de gerentes e executivos que faça um tabuleiro de xadrez usando apenas o material que está sobre a mesa — papel sulfite, um pedaço de corda e um tubo de cola. E determina que, durante a tarefa, eles não poderão conversar. O pessoal discute às pressas uma estratégia e então parte para o ataque. Não demora para as surpresas começarem a aparecer: a corda, descobre-se logo, não serve para absolutamente nada; e o tubo de cola... está vazio! Como lidar com o imprevisível? Como improvisar, sem comunicação verbal, com a bola e o tempo rolando?


"O resultado criativo depende disso", explica Mirshawka, que implantou um curso de criatividade na Fundação Armando Álvares Penteado, a Faap, em São Paulo, e tem uma empresa especializada no assunto. E segue no raciocínio: "Se as pessoas tiverem o propósito de urgência, o ambiente adequado, seguro, e forem convidadas a fazer as coisas de maneira diferente, elas provavelmente farão". O que ocorre, ele ressalta, é que essa história de ambiente adequado e seguro não existe: "O mundo aqui fora infelizmente não é assim".


E lá dentro, seja onde for, nem sempre é assim também. A professora Solange Wechsler, que sempre promove cursos de criatividade, lembra de um caso em que os diretores de uma grande empresa fizeram um laboratório desse tipo, descobriram que as técnicas davam uma sensação de liberdade muito grande e inspiradora e... mandaram suspender imediatamente os planos de aplicar o mesmo programa com os funcionários.


O processo criativo passo a passo


A carioca Regina Laginestra é jornalista. Ou melhor, ela voltou a ser jornalista recentemente, depois de uma grande sacada. Tudo começou quando ela ouviu uma campainha. Campainha? Era alguém na porta de seu apartamento, num condomínio da Barra da Tijuca: "É você que faz biquínis?" Não, Regina não fazia biquínis, mas naquela noite não conseguiu dormir por causa deles.


Casualmente, ela descobrira que alguém (quem?) no prédio (onde, em que andar?) fazia biquínis. E se perguntou: "Por que não um jornalzinho para divulgar o que cada um faz em casa para engordar a renda familiar?" Foi só um pulo para que o sonho de um jornalzinho no prédio virasse uma revista para todo o condomínio. E apenas outro para considerar os condomínios vizinhos e todos os outros do bairro.


Agora, quatro meses depois, a idéia de Regina é a revista Porta a Porta, que já tem uma circulação de 10 000 exemplares e está pronta para ganhar outros bairros do Rio por meio de franquias.


Mas não espere a campainha tocar: entenda melhor o processo criativo, capítulo por capítulo, acompanhando o caso da Regina.


1- Conscientização: conhecimento do problema ou desafio: Nesta fase se conhece a natureza do problema ou desafio, o prazo que se tem para resolvê-lo, os recursos disponíveis e TUDO que existe de informação a respeito dele.


Regina identificou o problema, descobriu que faltava comunicação eficiente entre as pessoas do prédio que trabalhavam em casa para engordar o orçamento familiar.


2- Mastigação, preparação, cruzamento de idéias: Aqui, o postulante a uma grande idéia deve mastigar aquele TUDO, preparando o material e as informações que obteve, cruzando possibilidades, relacionando e anotando hipóteses.


Regina ficou matutando em como resolver o problema e chegou a pensar num jornalzinho interno do prédio (uma boa idéia, mas ainda imperfeita).


3- Incubação, abandono, calma de superfície: Nesta etapa, "a coisa" ganha dimensão gasosa, o agente praticamente esquece o problema e muitas vezes o abandona. É aquela cena de filme exatamente anterior à ação: "Este mar está calmo demais para o meu gosto..."


Regina foi dormir. Mas não conseguiu, porque o vulcão da grande idéia ganhava força dentro dela.


;4- Iluminação, inspiração, explosão, insight, a idéia surgindo do nada: Do nada, vírgula! Para chegar até aqui, já se ralou muito. Mas é assim que se entende o processo. Aqui, num repente, nasce a coisa certa, muitas vezes por mero acaso.


Ainda na cama, Regina VÊ a idéia tomando forma naturalmente, como se já estivesse há muito concebida, apenas esperando o momento de ser acessada: em vez de um jornalzinho de prédio, uma revista para todo o bairro, com nome e tudo — Porta a Porta.


5- Exposição, verificação, contato, a idéia colocada em prática: Para completar o ciclo, é preciso que a grande idéia atinja seu objetivo final, qual seja: ganhar o mundo da realidade e poder, finalmente, ser observada e comprovada.


Em uma semana, ela fez circular uma mala direta nos condomínios da Barra da Tijuca, apresentando a idéia a seus prováveis futuros clientes. A resposta foi tão positiva que um mês depois a revista já estava circulando. Um sucesso.


Faça seu chapéu pensador


Criando condições para criar


Quebre a rotina — Essa é a regra de ouro, que deve ser aplicada sobre qualquer outra. Como começar? Almoce em restaurantes onde nunca almoçou. Ou leia um livro pelo qual não tenha nenhum interesse, mas que tenha muitas informações novas. Trocando em miúdos, determine as condições especiais para sua criatividade aflorar, mas lembre-se de modificá-las de tempos a tempos — ou elas também acabam se transformando em rotina.


Horários — Você funciona melhor de dia ou de noite? Em quais das 24 horas do dia sua criatividade está mais acelerada? Pois bem, faça o óbvio ululante: concentre nesses horários os trabalhos que exigem criatividade. E lembre-se: autoconhecimento é fundamental.


Cheiros — Incenso? Vela aromática? Desodorante? Feijão queimado? Quais são os odores que mais inspiram você? Respire fundo antes de mergulhar em seu oceano criativo.


Sons — Já provaram que vacas dão mais leite quando ouvem música erudita, que samambaias crescem verdes e bonitas sob harmonias suaves e que dá para cozinhar um ovo no palco de um show de heavy metal. E sua cabeça? Funciona como? Precisa de Mozart para dar leite? Ou só rende depois de cozida? Descubra sua trilha sonora e aperte o play.


Telefone — Para quase todo mundo, interferências externas atrapalham. Mas há quem transforme a pausa para um alô em algo útil na hora de descobrir a América.


Companhia — Com uma pessoa baixo-astral por perto, vai ser difícil ter sossego bastante para inventar a roda. Nessas horas, portanto, reúna-se com quem está de bem com a vida.


Comida — Nossos antepassados passaram a criar animais no quintal para não ter que sair toda hora para caçar. Bem, você pode fazer o mesmo com um pratinho de delícias ao alcance da mão.


Bebidas e drogas — Muitos gênios, como Van Gogh, Aldous Huxley e Jimi Hendrix, faziam coisas admiráveis sob estados alterados de consciência. Mas, além de interferir na capacidade de discernimento (você acaba achando boa uma idéia medíocre ou vice-versa), as drogas podem causar dependência física e matar. E aí sua produção cai consideravelmente.


As manhas do gato


Como agir igual a um gênio


Não julgue — Parece bíblico, né? Mas é para seguir ao pé da letra mesmo, como se fosse um dos mandamentos. A censura (ou a autocensura) é uma das mais temíveis pragas do ambiente de trabalho, pois mata as grandes idéias já na origem, no broto, não permitindo que elas cresçam e mostrem a que vieram. Claro, há um momento do processo em que é preciso avaliar a qualidade das idéias que surgem, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.


Brinque de "e se" — Lidar com possibilidades, mesmo (e até especialmente) as mais absurdas, é uma isca tentadora para boas idéias. Você quer preparar um relatório que chame a atenção? Pergunte-se: "E se fosse escrito com letras amarelas sobre fundo vermelho?"; "E se fosse a última coisa que fizesse na vida?"


Seja criança — Coloque-se no lugar de uma criança — ou, melhor ainda, encontre a que existe em você. Encare o trabalho ou problema (ou o trabalho-problema) perguntando-se que tipo de solução uma criança teria. Se achar melhor, defina essa criança: menino ou menina? A idade, a atitude, o jeito de falar... Então, veja o mundo através dos olhos dela.


Passe ridículo — Seja irracional e livre. Pense em quantidade de idéias muito mais do que em qualidade e, num instante, a qualidade aparecerá. Inverta o processo e é quase certo que as coisas não funcionarão.


Aventure-se — Não tenha medo de errar (nem de acertar!). Faça tudo o que a vida inteira disseram para você não fazer: mergulhe de cabeça, enfie a cara, ponha os pés pelas mãos e o carro na frente dos bois, troque as bolas, misture alhos com bugalhos, viaje na maionese...


Determine um prazo — Administrar o tempo é um dos desafios de nosso tempo. E o prazo, que normalmente é visto como o vilão da história, pode tornar-se um aliado, desde que você realmente deseje isso. Estabeleça seu ritmo e, a partir daí, o tempo ideal para suas grandes sacadas. O prazo é um bom amigo da liberdade total.


Ataque! — Se a bola está de jeito, não hesite: chute. Nem que seja de bico. Nem que acerte a barreira ou bata na trave.


Reunião no parque (ou na padaria) — Basta sair do ambiente de trabalho para sentir a diferença, tanto na relação com os colegas quanto na liberdade criativa. E se não houver um parque perto de onde você trabalha? Bem, marque a reunião numa praça ou mesmo no balcão da padaria: o que importa é sair da rotina.


Dia da roupa chique — Não ficou bem melhor depois que inventaram a informalidade da sexta-feira? Falta criar agora o dia da formalidade total — todo mundo vestido como se fosse a um casamento. Ou, quem sabe, o dia do caubói, como acontece na Comet, uma empresa de informática de Cotia, em São Paulo. Ou o dia do pequeno detalhe, o dia do chapéu, o dia do ridículo...


Consultoria — A ajuda de um consultor especializado pode acelerar a insurgência criativa no local de trabalho. Além da identificação dos pontos fortes e fracos da empresa em termos de criatividade, quando o profissional é dos bons acaba mudando o pique da equipe e detonando mudanças que ficam para sempre.


Você é criativo? Teste de criatividade é como teste de gravidez: só é 100% confiável se for feito em laboratório. Mas, para saber se você está longe ou perto do tesouro da genialidade, este aqui pode servir de mapa:


Assinale SIM, NÃO ou ÀS VEZES


1) Mais vale uma idéia na mão do que duas voando


SIM ( ) NÃO ( ) ÀS VEZES ( )


2) Comigo é assim: eu amarro o burro à vontade do dono


SIM ( ) NÃO ( ) ÀS VEZES ( )


3) O que importa é ouvir a voz que vem do coração


SIM ( ) NÃO ( ) ÀS VEZES ( )


4) Se existe alguma chance de algo dar errado, vai dar errado


SIM ( ) NÃO ( ) ÀS VEZES ( )


5) Que beleza é a natureza


SIM ( ) NÃO ( ) ÀS VEZES ( )


6) Gosto das coisas nos mínimos detalhes


SIM ( ) NÃO ( ) ÀS VEZES ( )


7) Papai Noel e coelhinho da Páscoa não existem


SIM ( ) NÃO ( ) ÀS VEZES ( )


8) Não se mexe em time que está ganhando


SIM ( ) NÃO ( ) ÀS VEZES ( )


9) Quando começo alguma coisa, vou até o fim


SIM ( ) NÃO ( ) ÀS VEZES ( )


10) Não há caminho: eu faço meu caminho


SIM ( ) NÃO ( ) ÀS VEZES ( )


Agora some a quantidade de respostas SIM, NÃO e ÀS VEZES e... Esqueça: a intenção aqui não é fazer cálculos, mas sim raciocínios. Vamos lá, um por um:


1) As idéias voadoras valem muito mais. Segundo a psicóloga Solange Múglia Wechsler, autora do livro Criatividade — Descobrindo e Encorajando (Editora Psy) e uma das mais dedicadas pesquisadoras do tema no Brasil, "acreditar na fluência e na variedade de idéias é um passo importante para encontrar a idéia genial". Ou seja, o ser criativo acredita que a melhor idéia será a próxima.


2) Não, não e não! Seguir instruções é uma habilidade, claro, mas conformar-se com isso e jamais colocar nada de seu nas coisas que faz é um crime contra sua criatividade.


3) Ouvir a voz que vem do coração: Milton Nascimento e Fernando Brandt disseram isso em "Canção da América" — lembra? E eles estavam certíssimos. Saber utilizar os sentimentos (e a intuição) para criar e tomar decisões é um dos talentos mais procurados nos profissionais dos novos tempos. Instale um amplificador no peito e boa sorte!


4) Essa é fácil, é a Lei de Murphy (não confundir com Ed Murphy, certo?). O pior de tudo é que, se você acredita nessa lei, você está certíssimo. Ou, em outras palavras, quer acredite que possa fazer alguma coisa, quer acredite que não possa, você está certo. Ou, ainda: cuidado com o que você deseja, pois você pode conseguir! Se você respondeu SIM aqui, está na hora de trocar seus softwares imediatamente. É só pensar positivo e tudo dará certo. O otimismo é uma característica das pessoas criativas.


5) Simples assim, o refrão de "Que Beleza", do Tim Maia, dá a dica de uma pessoa deslumbrada com a natureza. O sentido estético é outro traço significativo dos que já descobriram as delícias da criatividade.


6) Segundo a especialista Solange Wechsler, algumas pessoas acabam ficando mais detalhistas em tudo o que fazem, enquanto outras tornam-se genéricas (ou viajandonas). Os detalhistas resolvem problemas no varejo, mas os outros se dão bem no atacado. Em princípio, os detalhistas mostram-se menos criativos (embora possam reverter a situação, entendido?).


7) Bem, não existem provas científicas a respeito da existência do bom velhinho, tampouco do coelho. Mas o que está em jogo aqui é a capacidade de reconhecer a fantasia como útil, e não como perda de tempo. Adivinhe, então, qual é a escolha mais criativa...


8) Ou: para que testar novas idéias se as velhas já deram certo? Pensar assim é compactuar com a estagnação, é incitar o aparecimento de bolor no cérebro e na alma. Ainda que as coisas aparentemente estejam dando certo, essa postura não-criativa impede que as coisas dêem muito mais certo do que já estão dando.


9) A pessoa criativa é uma apaixonada pela prática inventiva. Deliciada com esse prazer — já convenientemente chamado de "sexo mental" —, ela se engaja de bom grado em todo e qualquer esforço para fazer associações de forma solta e encontrar soluções diferentes para tudo.


10) Gostar de trabalhar em grupo é uma característica dos criativos. O brainstorming, técnica desenvolvida por Alex Osborne nos anos 50, comprova que várias cabeças pensam melhor que uma.


A inspiração deste teste veio dos livros de José Predebon (Criatividade e Criatividade Hoje: Como se Pratica, Aprende e Ensina, ambos da Editora Atlas) e de Solange Múglia Wechsler (Criatividade - Descobrindo e Encorajando, da Editora Psy)
0

#2 User is offline   Leonardo Ribeiro 

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Posted 20 November 2004 - 06:26 PM

Nesse link aqui tem uma matéria muito boa também :
http://www2.uol.com.br/vivermente/conteudo...materia_12.html

[]'s
Até mais thumbsup.gif
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#3 User is offline   BuNgiE 

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Posted 20 November 2004 - 11:22 PM

artigo bom, parabens ae em galera...


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#4 User is offline   otavioalmeida 

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Posted 17 December 2004 - 11:31 AM

parabéns pelo artigo.

gostei muito mesmo.

o teste.... não sei ao certo....

eita... criar.... deixa eu criar.... =]
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#5 User is offline   ronanfozzy 

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Posted 12 April 2005 - 05:21 PM

mto bom !!!!!
show de bola.....
excelente artigo
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#6 User is offline   ^^Jo^^ 

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Posted 06 June 2006 - 03:25 AM

Sabe o que eu acho? Criatividade depende de EXPERIÊNCIA.

Já vi pessoas que são criativas, mas com um curriculum por trás. E outras, uns guris que só fizeram a faculdade de Publicidade e dizem que são criativos, fazem cada uma... hahauaaha.... isto porque não têm experiência... e viajam demais ou sugerem coisas que não têm nada a ver com o briefing, e por aí vai...
Por isso eu continuo com essa teoria: a velha EXPERIÊNCIA.

Beijocas da JO
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#7 User is offline   Dandolo 

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  Posted 08 July 2006 - 02:22 PM

Pessoal, sobre criatividade eu entendo.
Pode até parecer prepotência de minha parte em afirmar isso categoricamente, mas desde pequeno fui uma pessoa bastante criativa e sempre estudei sobre o assunto.

A pessoa criativa já nasce criativa ? Sem dúvida, pois o seu cérebro é diferente.

Uma pessoa comum poderia liberar a sua criatividade ? Creio que sim, mas há limites.

O que inibiu / inibe a criatividade nas pessoas, é o grande equívoco na criação familiar, da escola e da sociedade como um todo, que não se preocupou / preocupa com esse aspecto cognitivo tão importante.
É um sério problema cultural que alguns países enfrentam, entre eles o Brasil.
A mente da maioria dos brasileiros está destruída em matéria de criatividade, lamentavelmente.
Quantos prêmios Nobel o Brasil já teve até hoje ? Zero.
Eu, como pessoa humana, fui tolhido por uma criação familiar repressora (anticriativa), e estudei num dos colégios mais repressores do Rio de Janeiro, que foi o Colégio Militar. Mas como a minha estrutura cerebral era e é diferente,consegui superar todas esses massacres intelectuais sufocantes.
Estou cursando a minha quinta faculdade, e notei que muitos professores são altamente repressores, ditadores , egocêntricos, e possuem até raiva de seus alunos. Eles acham que a coação é a melhor maneira dos alunos estudarem a sua matéria, em vez de se utilizarem da sugestão. Até a persuasão é prejudicial no processo ensino-aprendizagem.
Obrigar o aluno a decorar é um verdadeiro crime educacional. Repito, um ato criminoso.
As pessoas têm que ter o hábito de "aprender a aprender" e de "aprender a desaprender", caso contrário não vão conseguir derrubar os velhos paradigmas, para bem criar, inovar, intuir.
As escolas deviam preocupar-se, em priorizar desenvolvimento do pensamento critico e espírito de análise de seus alunos, além de estimular bastante a criatividade.
As avaliações deviam ser todas através de trabalhos em grupo, de pesquisa e com consulta livre, para que se evite a maldita memorização. Deve se respeitar as múltiplas inteligências (Gardner).
Temos que intuir o futuro. Eu, por exemplo, penso o mundo para daqui a 1000 anos, em todos os seus aspectos.
Vocês pra mim, vivem como se estivessem no ano 1000, pois a minha mente está além (rs...)
A sociedade brasileira, normalmente, tem ódio das pessoas criativas, intuitivas e futurísticas, porque a maioria sofreu um processo de castração intelectual criativa muito forte. Há as exceções, reconheço; pessoas especiais altamente criativas e com uma visão de ficção cientifica.
Acredito, porém, que as pessoas de natureza intelectualmente rebelde, que tenham se dedicado desde os 3 anos de idade às atividades criativas, e seus país e professores tenham sido ao longo dos anos relativamente liberais, tenham escapado dessa perversa inibição mental.
Só uma grande revolução de conscientização social conseguiria melhorar esse aspecto no Brasil, começando pelo Governo e MEC, ou seja, liberar a criatividade do povo.

http://www.futuro.usp.br/producao_cientifi...plasintelig.pdf

Dan smartass.gif



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#8 User is offline   Vicente Bellusci 

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  Posted 25 March 2007 - 05:24 PM

Dandolo, foi mal brother, maaaaaaaaaas:
ninguém nasce sabendo nada... Tudo acontece no processo de crescimento! eu não nasci fluente em português, com a convivencia eu aprendi, o Ronaldinho não nasceu um gênio do futebol, ele apenas aprendeu e praticou bastante!

como diria o slogan da Adidas: "Impossible is nothing" e é isso mesmo, tudo vem da prática, o conhecimento de uma área te tá dominio da mesma, e quando se domina algo tem-se extrema liberdade de brincar, ir e vir!

Isso é o que eu penso... Jogar como se fosse brincadeira! Ter dominio, conhecimento... essa é a chave para poder ser criativo.
0

#9 User is offline   luizpadovan 

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Posted 30 March 2007 - 10:26 AM

concordo e discordo...

Talento você nasce com ele, talvez seja isso que o Dandolo quis dizer.

Vicente, vc disse que ninguém nasce sabendo, segundo pesquisas atuais da area piquiátrica, nós sabemos sim, oq nos limita é nosso cérebro e nosso EGO.

se não fosse isso Mozart não tocaria piano aos 4 anos de idade. imagino que uma criança de 4 anos de idade não tenha tido tempo de experiência suficiente para tocar piano e, não, ele não é uma excessão. ja dizia Einstein, nós utilizamos pouco mais de 3% de nossa capacidade cerebral total.

nosso cérebro é o computador mais perfeito que existe.
0

#10 User is offline   Dandolo 

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  Posted 09 August 2007 - 04:20 PM

[font="Impact"]Sobre criatividade eu entendo, pois sou a pessoa mais criativa do universo.
Eu crio em todas as áreas: Física, Química, Matemática, Mecânica, Eletrônica, Arte, Propaganda, Cinema, Música, etc.
Quem quiser saber como se desenvolve a criatividade eu explico. smartass.gif
0

#11 User is offline   erick abelio 

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  Posted 06 November 2008 - 11:35 AM

Um otimo post.

A criatividade depende de 3 fatores.

EXPERIÊNCIA
VIVENCIA
LEITURA

Nos conhecemos umas pessoa criativa pela sua humildade =x


Obg.
Sem+
Erick Abelio
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